Como-se-Livrar-das-Drogas

Conviver com um dependente químico é assustador.

Ver o domínio das drogas sobre o corpo e a mente de uma pessoa, faz com que nos sintamos um tanto impotentes, em relação à realidade dos fatos. No entanto, é possível encontrar maneiras de tirá-lo desse mundo cruel da dependência.

Se você está passando por isso e quer saber como ajudar um dependente químico, esse artigo é ideal para você.

A dependência, em si, pode afastar o paciente da racionalidade, bem como do convívio social.

Dessa forma, o primeiro passo que você deve tomar, é se aproximar dele. Discussões, brigas, cobranças, atuam negativamente na relação com um dependente químico.

Sendo assim, esteja aberto para conversas sinceras e, principalmente, deixe clara a sua intenção de ajudar.

Muitas vezes, a família se sente refém da dependência de seu ente querido. Isso porque é complicado se conectar com ele.

Além disso, há muita dúvida envolvendo as internações e os tratamentos dedicados às pessoas que têm problemas com drogas. Por isso, falaremos mais sobre como ajudar um dependente e como levá-lo à recuperação do vício.

Acompanhe a leitura.

Fique Atento a Esses Sinais

É muito comum que o dependente se torne hábil em esconder o próprio vício. Para ele, torna-se natural mentir para os familiares, a fim de subsidiar a dependência.

Por isso, não é incomum que os dependentes químicos manipulem e dissimulem situações, apenas para poder continuar usufruindo das substâncias ilícitas.

Durante algum tempo, mesmo havendo suspeitas sobre a dependência, pode ser difícil determinar que o seu familiar está envolvido com drogas.

Sendo assim, fique atento aos sinais que ele pode dar, mesmo que negue, diretamente, o vício. Esses sinais podem ser físicos e psicológicos, resultando em alterações comportamentais. São eles:

  • Reação letárgica à estímulos;
  • Pupilas dilatadas ou diminuídas, sem reação direta com a luminosidade;
  • Perda de peso excessiva;
  • Irritação e agressividade;
  • Baixa resistência, hematomas e infecções recorrentes.

Além disso, ainda podemos colocar a mentira como um sintoma patológico da dependência química. A fim de conseguir dinheiro ou, até mesmo, “despistar” os familiares da condição, os dependentes passam a recorrer às mentiras com naturalidade.

Sendo assim, quando você percebe que o seu ente querido está apresentando esses sintomas com recorrência, é bastante provável que ele esteja envolvido com algum tipo de substância ilícita.

O Que Fazer Quando Descobrir a Dependência Química?

A melhor maneira de agir com um dependente químico, é deixando claro que está ciente de sua condição. Dessa forma, você elimina qualquer ilusão dele, de achar que está te manipulando.

Ao mesmo tempo, é importante que a família esteja em concordância sobre o modo de tratá-lo.

Mais uma vez, reforçamos que as brigas, discussões, cobranças e imposições fazem mais mal do que bem.

Isso porque, para o dependente, essas situações podem disparar gatilhos de dependência, que o farão recorrer à droga com ainda mais frequência. Portanto, o mais importante, nos casos de como ajudar um dependente químico, é o apoiar.

No entanto, quando nos referimos à apoio, estamos nos referindo à busca por ajuda. É fundamental que fique claro para o dependente que, apesar de estar ao seu lado, ninguém compactua da vida que está levando.

Lembre-se de que, para ele, a manipulação e as mentiras são algo comum e não será nem um pouco surpreendente que, ao perceber que a família não o rechaçou, ele tente usar isso a seu favor.

Portanto, ao conversar com o dependente sobre a questão das drogas, seja incisivo e enfático. Reforce que está ao seu lado para ajudá-lo a se livrar da dependência e que não é a favor de ele continuar no vício. Porém, lembre-se de fazer isso com carinho, sem brigas, para que ele não se afaste imediatamente.

Lidando Diretamente com o Problema

A melhor maneira de ajudar um dependente químico é abrindo os seus olhos para realidade. Sempre que possível, durante alguma conversa, insira o assunto sobre as clínicas de tratamento para dependência em drogas.

Explique para ele que é completamente natural procurar ajuda para se livrar do vício e se disponha a ajudá-lo na internação.

A reação do dependente químico, diante deste determinado assunto, pode ser negativa. É muito comum que os dependentes neguem a grandiosidade do problema. Por vezes, eles até admitem fazer uso de substâncias, mas não acreditam que são, verdadeiramente, adictos. Essa negação pode ter dois propósitos:

  1. Diminuir o tamanho do problema, de modo a confortar a família sobre a dependência;
  2. Ele realmente pode acreditar que o seu grau de dependência não necessita de intervenção médica.

Sendo assim, cabe aos familiares compreenderem que, insistir na internação, é um modo de ajudar o dependente químico. Mesmo porque, para ele, se internar não é uma opção e, apenas quando perceberem as consequências se instalando, é que pensarão em pedir ajuda. No entanto, pode ser tarde demais.

Sendo assim, caso o dependente se mostre minimamente interessado na possibilidade da internação, não perca tempo. Procure quais os melhores centros de tratamento e ofereça a solução que ele tanto necessita.

Porém, caso ele ainda seja reticente em relação à internação, você pode optar pela intervenção involuntária. Entenda mais sobre as duas formas.

Quando Ele Aceita o Tratamento

Conforme dito, assim que o dependente reconhece a incapacidade de se livrar sozinho das drogas, não tarde para procurar ajuda. Em praticamente todas as cidades existem centros de tratamento para dependência, que contam com uma equipe especializada.

Essa equipe é formada por médicos, psicólogos, psiquiatras, enfermeiros e terapeutas, prontos para ajudar o dependente a se livrar do vício.

Quando Ele Não Aceita o Tratamento

Para esses casos, o indicado é a internação involuntária. A lei permite esse tipo de intervenção, principalmente quando o dependente está em risco físico ou quando ele mesmo se torna um risco para a sociedade. Sendo assim, é possível solicitar que os centros de tratamento façam a remoção involuntária do paciente. Nas clínicas, ele receberá o apoio necessário para poder iniciar o tratamento antidrogas.

Como Ajudar um Dependente Químico e Minimizar os Riscos?

Ajudar um dependente químico não é fácil. Principalmente, porque você precisa mergulhar na realidade em que ele está vivendo, a fim de poder compreender o que se passa em sua cabeça.

Apenas dessa forma, você conseguirá dimensionar o tamanho do problema e ajudá-lo a se livrar do risco que a dependência impõe.

Sendo assim, é muito importante que você não feche os olhos. Quando se descobre que alguém próximo é dependente químico, pode parecer mais fácil se afastar.

Mesmo que você continue insistindo na reabilitação e se dispondo à ajuda-lo, também é importante que você aja de modo prático.

Sendo assim, prepare-se. Você terá que, literalmente, criar relatórios sobre o passo a passo da vida do dependente. Afinal, esse será o meio mais rápido de ajudá-lo, quando a internação for feita. Veja o que você pode fazer, para agilizar a eficácia do tratamento:

Observe o seu Comportamento

Já citamos alguns comportamentos do dependente que identificam a sua condição. Porém, é importante que você analise esses comportamentos e os anote.

Tendo um relatório sobre o modo de agir do dependente, é possível que a equipe especializada dos centros de tratamento desenvolva o melhor método para atingi-lo durante a recuperação.

Procure observar:

  • Atitudes agressivas;
  • Roubos e furtos dentro de casa;
  • Compulsão por mentiras;
  • Ilusões e devaneios;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Incapacidade de ficar em um único local;
  • Medo;
  • Euforia demasiada;
  • Letargia.

Esses são sintomas que podem estar relacionados ao uso das drogas. No entanto, a intensidade e a frequência desses comportamentos poderão identificar qual o nível de dependência, bem como as consequências do uso constante das substâncias ilícitas.

Identifique o Nível de Dependência

Pode ser que, quando você note a dependência em drogas, o seu ente querido já esteja em um nível avançado de vício. Por isso, é muito importante que você comece a analisar qual é o nível que ele vive atualmente.

Preste atenção aos seguintes sinais:

  • Como ele age antes de se drogar?
  • Como ele age depois de se drogar?
  • Já houve uma tentativa de parar?
  • Como ele reage ao falar sobre a internação?
  • Já houve algum tipo de problema? Intervenção policial, overdose, expulsão de locais, vandalismo, agressão física, entre outros.

O que você precisa observar – e cuidar – é sobre o excesso de entorpecentes. Fique atento ao modo como ele se comporta antes de fazer uso das drogas.

O intuito, nesse caso, é perceber se ele entra em abstinência com facilidade. Ao mesmo tempo, também fique atento ao modo como ele pode reagir, ao se ver sem as drogas.

Controle a Frequência do Uso de Drogas

Essa também é uma informação importante, que será solicitada pelo médico no momento da internação.

A frequência do uso de drogas pode determinar o nível de dependência, bem como os riscos que envolvem a abstinência. Para tanto, faça as seguintes análises e posteriores anotações:

  • Quantas vezes ele sai para se drogar;
  • Qual o intervalo de tempo que ele consegue ficar sem se drogar;
  • É mais frequente durante o dia ou à noite;
  • Quanto tempo demora antes de apresentar os primeiros sinais de abstinência.

Identifique Qual é a Droga Utilizada

A primeira coisa que será perguntada às pessoas próximas do dependente, será qual o tipo de droga que ele usa. Isso porque, dependendo de qual seja, o meio de intervenção muda. Portanto, pergunte a ele qual é a substância que usa. Se possível, aprenda mais sobre ela, sobre qual o grau de necessidade que gera e qual o risco imediato ao seu ente querido.

Além disso, em caso de overdose ou de uma emergência médica, quando há a intervenção antidrogas compulsoriamente, é importante que a substância que o dependente usa seja indicada, a fim de que o tratamento seja benéfico e rápido.

Identifique o que o Leva ao Consumo de Drogas

Preste bastante atenção ao cenário que envolve o dependente. Por vezes, você pode até não notar, mas gatilhos são disparados, que o levam até o uso das drogas. Analise as seguintes questões:

  • Algum acontecimento o leva a querer se drogar? Estamos falando sobre brigas, discussões, brincadeiras, festas, encontros, todo tipo de cenário que pode influenciar o seu comportamento.
  • Ele se sente mais compelido ao uso de drogas diante de que tipo de emoção? Quando está mais triste ou mais empolgado?

Lembre-se que a sua intenção é ajudar um dependente químico

Ele pode ser seu familiar, amigo, uma pessoa do seu convívio, alguém por quem você tem uma grande estima. Não duvide que o dependente também te ama e gosta de você com a mesma intensidade. No entanto, o cérebro dele já não prioriza mais esse tipo de interação social.

Nesse momento, a única prioridade que ele possui, infelizmente, é ter acesso a drogas.

Portanto, mesmo que algumas atitudes te machuquem e que, em determinado momento, você sinta que o dependente já não se importa tanto com você, não se deixe cair nessa armadilha.

Lembre-se que a dependência química é uma doença corrosiva, cujos sintomas levam o paciente a se afastar do convívio social, apenas para subsidiar o vício.

Tenha em mente que:

  1. Você não causou o vício dele em drogas;
  2. Você não pode controlá-lo imediatamente;
  3. Você não pode curá-lo. Mas pode procurar por alguém que o faça.

Sendo assim, procure não se afetar intimamente pelas atitudes do dependente químico. Entenda que ele está passando por um processo doentio e que a sua intenção, é ajudá-lo a se livrar do vício em drogas.

Tratamento em Clínicas de Recuperação

O papel dos amigos e da família é muito importante para a recuperação plena do dependente químico.

No entanto, a desintoxicação e a libertação do vício pode ser pesada demais, principalmente quando não se tem total conhecimento sobre assunto.

Sendo assim, é indicado que o tratamento antidrogas seja feito nas clínicas de recuperação, onde o dependente terá total apoio dos especialistas.

O tratamento consiste em:

Desintoxicação

É o momento mais complexo do tratamento antidrogas.

A fase da desintoxicação gera dolorosas crises, onde o dependente sente mal-estar físico, além de ser assolado pela abstinência psicológica da droga. Nesta etapa, o convívio com os entes queridos é minimizado, principalmente para o conforto dos mesmos.

Há casos em que os familiares e amigos desistem do tratamento, quando veem o dependente passando pela fase da desintoxicação. No entanto, é importante reafirmar que a equipe especializada está pronta para interferir, quando o paciente apresenta algum problema maior do que a abstinência.

Manutenção e Aprendizagem

Após a fase inicial, onde o dependente se livra da necessidade física do entorpecente, é iniciado o tratamento de manutenção. Nessa etapa, ele irá reaprender a como viver sem o uso da droga. O convívio com os familiares e amigos, nessa fase, é fundamental. Agora, ele começa a reconhecer os esforços em livrá-lo do vício e você percebe que fez o correto, ao ajudar um dependente químico.

Ressocialização

Quando o tratamento de manutenção termina, juntamente com o apoio de terapeutas e psicólogos, o dependente é estimulado a se reintegrar em sociedade. Aos poucos, a internação vai sendo diminuída, de modo que ele volte a conviver.

O Papel da Família e dos Amigos na Recuperação do Dependente Químico

Conforme dissemos, por vezes, o dependente químico não acredita ter um problema com drogas, muito menos que necessita de intervenção médica para se livrar do vício em substâncias entorpecentes. Por isso, é fundamental que as pessoas próximas estejam sempre alertas e dispostas a ajudá-lo.

Lembre-se de sempre o apoiar, mas sendo firme na posição de não compactuar do uso de drogas. As conversas são fundamentais. Procure inserir os seguintes assuntos:

  • Você já tentou parar de usar drogas?
  • Você tem dificuldade para deixar as drogas?
  • Você quer tentar parar, dessa vez com a minha ajuda?
  • Você acredita que, com apoio, é possível se livrar desse vício?

Perceba que são questões incisivas, que deixam claro a necessidade de se afastar dos entorpecentes. Ao mesmo tempo, tem o cunho de apoio, se dispondo a colaborar e ajudar um dependente químico a se livrar das drogas. Sozinho ele dificilmente conseguirá e essa tentativa frustrada, infelizmente, pode o levar a se tornar ainda mais dependente.

Como ajudar um Dependente Químico na Ressocialização?

A palavra que define o ato de ajudar um dependente químico a se livrar das drogas é apoio. Mesmo após a liberação do centro de tratamento, é muito importante que o ente querido sinta que possui um suporte dos amigos e dos familiares.

Para isso existem clínicas psiquiátrica em Curitiba.

Lembre-se sempre que a dependência em drogas é uma doença. Dessa forma, ela pode retornar, caso os cuidados não sejam mantidos. Por isso, sempre fique atento ao comportamento do dependente.

Caso note que ele tem apresentado anormalidade nas atitudes comuns, pode ser sinal de que houve alguma recaída.

Além disso, é muito importante que o carinho e o apoio continuem, mesmo quando ele está bem e sóbrio.

Ajudar um dependente químico a se livrar das drogas não se restringe a apenas orientá-lo na busca de tratamento antidrogas.

Ao contrário, além dos momentos de sofrimento, também é importante que vocês comemorem juntos a vitória.

Afinal, se ele conseguiu se libertar do vício, foi porque teve ajuda de gente que o amava.

Sendo assim, aproveitem esse tempo.

Ajude o dependente a recuperar aquilo que perdeu devido ao vício e, principalmente, mostre a ele que o seu apoio ele terá sempre.

Essa é a melhor maneira de ajudar um dependente químico a se livrar das drogas e, principalmente, nunca mais recorrer a elas.